Os indígenas podem não ter dinheiro, mas não são pobres. E são hoje guardiões de nosso futuro. - Manifestação da Comissão Arns

Em defesa de quem defende moradia para quem vive nas ruas

27 Fev 2026, 9:26 pe julio girassol Celebração ecumênica dos 75 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos - Foto: Roberto Sungi

A Comissão Arns manifesta sua irrestrita solidariedade ao padre Júlio Lancellotti e ao trabalho vital e constante que ele desenvolve para proteger as pessoas em situação de rua na cidade de São Paulo. Padre Júlio devotou sua vida a cuidar de quem mais precisa, de quem sofre com as vulnerabilidades mais atrozes. Grande humanista, ele é um símbolo vivo de fraternidade cristã, que em 2020 foi chamado de “mensageiro de Deus” pelo Papa Francisco.

A despeito de sua excepcional vocação evangélica, o padre Júlio vem sendo impedido de exercer suas atividades integralmente, afastado de celebrações das redes sociais, por meio das quais difundia suas ações de acolhimento ao “povo da rua” e mobilizava formas de apoio público e social . Esse afastamento é especialmente lamentável neste ano em que a Campanha da Fraternidade tem como tema uma única palavra: moradia.

Não podemos silenciar diante das pressões que procuram nublar o valor humano da missão do padre Júlio Lancellotti. Ele deu visibilidade aos nossos irmãs e às nossas irmãos condenados ao abandono e ao esquecimento, agregando um sentido maior à causa dos direitos humanos.

A cidade de São Paulo tem um triste contingente de cem mil moradores de rua. A chaga de desigualdade e crueldade se alastra sobre o chão da metrópole. Por isso pedimos o apoio de todas e todos ao padre Lancellotti.